O materialismo histórico e o fim do Estado em Karl Marx

Autores

  • Robison Francisco Pires

Resumo

O presente artigo se propõe analisar as diversas concepções filosóficas de Estado, a saber, a organicista, a contratual e a formal e a inserção da concepção de Estado na teoria Marxista na abordagem orgânica. Aborda-se a teoria materialista da história que, em contraposição ao idealismo, defende uma visão de mundo em que a relações sociais e seus elementos de produção e constituição material determinam o pensamento, a ideologia e a superestrutura. Derivando-se desta concepção de história como material e não determinada pelas ideias, parte-se para a análise do Estado como elemento de dominação de classe e como expressão das contradições existentes na sociedade civil, já que consiste em um conjunto de representações derivadas das relações materiais existentes no seio social, mas que, ao mesmo tempo, influi na permanência do status quo. Diante disso, Marx vai concluir que o proletariado, ao tomar o poder não resta outra alternativa a não ser a extinção do Estado burguês, tout court, embora, a partir do conceito da dialética hegeliana, mesmo com sua negação, alguns elementos essenciais do Estado ainda se conservem.

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Biografia do Autor

Robison Francisco Pires

Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Direito do Centro Universitário de Brasília – UniCEUB. r.fpires@hotmail.com

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Publicado

2021-03-10

Como Citar

Pires, R. F. (2021). O materialismo histórico e o fim do Estado em Karl Marx. IUS GENTIUM, 12(1), 23–42. Recuperado de https://revistasuninter.com/iusgentium/index.php/iusgentium/article/view/566

Edição

Seção

Artigos